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Posted on January 25, 2012
(Source: grunt-from-halo, via pcsiqueira)
Alice costumava ser normal quando criança. Cresceu, e virou um redemoinho. Suga tudo que chega perto, destroça tudo que vê pela frente, e, de repente, amansa.
E quando amansa, Alice se pergunta como pôde fazer tudo aquilo. Onde arrumou tanta fúria, tanta paixão, tanta energia pra tudo isso. Ela simplesmente não sabe.
Alice não confia em ninguém. Alice não confia no mundo. Alice vive no mundo dela, e vive para o mundo dela. Alice já se machucou demais.
Sim, porque os destroços que ela faz, batem nela, e formam hematomas que doem, e perduram durante um tempo, e às vezes nem sequer saram.
Alice espera que um dia pare de virar redemoinho, e pare de machucar as pessoas, e pare de se machucar. Alice também quer que sua cabeça pare de ser um redemoinho, e que se amanse, e que procure um caminho certo, e pare de rodar em círculos, tentando achar algo que nem sabe o que é.
Alice não tem esperança em ninguém. Ela só tem esperança no futuro. E é por curiosidade e amor ao futuro que ela continua vivendo, e esperando que o quebra-cabeça que virou a sua vida, um dia, se encaixe perfeitamente, e ela pare de tentar adivinhar a que lugar pertence cada uma dessas peças que continuam embaralhadas na confusão de seus pensamentos.
When we grow older, we learn different ways to suffer. It doesn’t mean it’s good. Sometimes these ways can be worse. They’re just less painful, but more devastating than we think.
Sometimes distance is good to notice how people are important to us. It’s something I need to pass. Something I need to suffer. No matter how difficult it will be. I need it to love people the way they must be loved.
I know in some way what I did will be great for everybody. I hope I’m right. I hope other people realize it too. I’m not a bad girl. I just wanna do the things right. And to do them right, I need to pass through it.
I know my future. I know who is my future. I’m not in doubt on that. I just need to breathe.
The worst thing is not the missing, the regret, or the voice that is not heard anymore. The worst part is to look at the phone all the time, type the number and delete it. To write messages and not sending them. The worst part is to watch the time go by.
Yeah, I know it’ll be allright. I know it won’t last forever. But, as long as it hurts, every minute is a razor on my skin.
Tem dias que eu fico triste sem saber porque. E fico me questionando sobre tudo o que eu ando fazendo, e tudo o que acontece. Nesses dias, eu fico avessa ao mundo. Não me sinto pertencida, sabe como é?
Nesses dias, falta alguma coisa, que eu mexo, remexo, penso e repenso, e não acho o que é. Isso às vezes duram semanas, que parecem décadas.
O que me falta, afinal? Me falta tudo, mas não me falta nada. Estou rodeada de tudo que me faria feliz e me sinto vazia e impotente.
Ocupar a cabeça faz bem. Quando se está desocupada, sobra tempo pra pensar na vida. E quando paramos pra perceber, muitas vezes não gostamos do que vemos.
Pois é, estou triste. É a vida. Definitivamente, é a vida.